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Dia das crianças, comida de infância
relação com a comida

Conheça as 3 melhores histórias de comida de infância!

No começo do mês lancei a campanha para as pessoas enviarem sua história de infância com a comida com intuito de lembrar como era a relação das pessoas com comida nessa parte da vida.

A infância é o período que reserva muitas descobertas, principalmente no que se refere a comida. A comida introdução alimentar é um momento especial, onde temos a oportunidade de conhecer uma diversidade de alimentos e sabores. Após esse período a comida ganha um ar de socialização, cultura e diversão, por exemplo, em festinha de amigos.

mas nem todas as histórias são felizes nesse momento podemos nos deparar com regras rígidas para comer tudo o que está no prato, dietas de emagrecimento ou bullying envolvendo o peso.

E as três histórias escolhidas abordam um pouco do universo da comida na infância. Vem comigo para ler todas!!!

As aventuras de um taurino com as comidas feitas por um pai não habilidoso na cozinha 

“A minha experiência quando garoto com a comida não foi lá aquelas “coisas” a comida para mim, desde de criança, sempre foi tratada como – tem que comer e limpar o prato – ao qual esse prato sempre era em grandes porções, para uma criança. Comia tudo sem birras ou sabotagens para comer, pois eu sou guloso demais.

A comida do meu pai foi por muitos anos a comida “ingerível”, era cada quantidade errada de óleo no arroz e cada colherada de sal na salada, que se hoje não tenho pressão alta é um milagre (risos). Isso, repentinamente me fazia lembrar de como era bom comer tijolo ou morder os chinelos. 

Sabia que ele queria fazer o melhor, mas a visão dele não o ajudava muito, e para por aí, o arroz variava conforme os dias se passavam, ora papa, ora queimado ou até mesmo cru.

Talvez devêssemos acreditar no signos, porque eu comia de tudo, pois sou famigerado taurino. 

Lembro-me como se fosse ontem pedindo um pão com ovo para o meu e pensando “ah, agora vai dá certo” – porque pão com ovo é mamão com açúcar, ou seja, fazível – não estava testando, mas necessitava comer algo no momento, então foi que ao preparar a medição do óleo, ele extrapolou e uns estilhaços de casca de ovo sobrenadavam enquanto fritava (risos), no término deste magnifico evento do MasterChef Papai, comi o pão com ovo pensando no efeito do óleo que por sua vez eu sentia o gosto desagradável, mas sem reclamações. 

Essa é umas das principais lembranças que tenho dessa fase quando o assunto é comida. 

Abraço, 

W”

W passou por poucas e boas com a comida. “Comer tudo o que está no prato” é um clássico da alimentação na infância, porém isso desregula os sinais de fome e saciedade da criança, ela perde a referência de qual momento deve parar de comer, por isso se orienta pelo o que está no prato ou o que as pessoas dizem sobre isso. Mães e pais cuidados com isso, quando a criança dizer que não quer mais, escute-as!

Ah, a partir dessa primeira história é bom dizer que precisamos desenvolver melhor nossas habilidades culinárias. Com um pouco de insistência fazemos algo que fica saboroso e nutritivo.

Macarrão com gostinho de amor 

“Quando eu era criança, lembro muito dos dias de sábado ensolarados, onde eu e minha irmã tomávamos banho de manhã, lavamos os cabelos e depois íamos almoçar em família. Ficávamos tão felizes quando minha mãe tinha preparado macarrão ao molho de tomate com carne moída bem temperada, queijo ralado e suco da nossa fruta preferida, a manga.

Era um momento especial, porque o macarrão não fazia parte nosso cardápio diário, e se tivesse sobremesa como a salada de frutas, era melhor ainda. Agradeço muito à Deus por esses momentos em família e pelo alimento nunca ter faltado. 

Quando minha mãe preparava a nossa comida preferida no sábado representava todo o amor que ela tinha por mim e minha irmã. 

Abraço,

P”

Essa é uma das história que representa de como a comida vai além do nutriente. O prato apresentado nessa história é rico em nutriente, mas também é rico de amor!
Dia das crianças, comida de infância

Uma adolescente sobrevivente do bullying e da dieta do Dukan

“Sempre fui gorda e sofri bullying durante 15 anos. Aos meus 14 anos de idade a minha irmã mais velha começou a tetar algumas dietas restritivas que prometeria a perda de peso em poucas semanas. 

Atormentada por tantas ofensas verbais e não aceitação do meu corpo eu fui incentivada a realizar a dieta (dieta Dukan) junto com ela, a primeira restringia praticamente todos os alimentos, sendo permitido apenas a ingestão de proteínas (carne) e no decorrer da dieta algumas semanas era permitido algumas frutas e em outras semanas alguns vegetais. 

Pois bem, os dois primeiros dias eu consegui lidar bem, porém no terceiro dia eu sentia enjoo com o cheiro do preparo das carnes, me lembro que para o lanche da escola eu levava ovo ou presunto, no café da manhã era todos dias ovos ou presunto, e ao longo do dia até o jantar era carne e mais carne.

Um dia na escola com muita fome, estudando período integral e eu não querendo sair da dieta comprei na cantina um enroladinho desses de presunto e queijo e uma esfiha de carne, apenas para abrir e comer o recheio e jogar o resto fora. 

Cheguei em um ponto que não podia pensar em comer presunto que me dava enjoos fortes. Hoje ainda não consigo comer, porém o cheiro já não me causa náuseas como antes. As carnes sinto dificuldade com o manuseio para os preparos, porém como mudamos os temperos eu consigo comer. 

Abraço, 

L”

Essa foi uma das histórias que mais emocionou, porque faz parte do trabalho que faço aqui no blog orientado as pessoas sobre os perigos de uma dieta. O emagrecimento somente pelo emagrecimento provoca efeitos indesejáveis, como aconteceu com L que desenvolveu aversão a carne por conta da dieta Dukan e esse não é o objetivo da Nutrição.

O objetivo da Nutrição, principalmente da Nutrição Comportamental é promover uma boa relação com a comida e não algo voltado somente para o emagrecimento.

Outro problema visto nessa história é o bullying. Qual a educação que estamos dando as crianças ao ponto delas machucarem alguém desse jeito?

L era uma adolescente na época e pelos protocolos de Nutrição não poderia ter feito dieta restritiva e ainda mais sem acompanhamento nutricional. Cuidado, muito cuidado com a saúde das crianças e adolescentes!

Quero agradecer a todos que participaram enviando suas histórias, foi muito especial conhecer um pouco de vocês que me leem do outro lado da tela.

Como disse no começo do texto a infância é o momento de descoberta e no caso da adolescência um momento de questionamento, sensibilidade e tentativa de pertencer a um grupo. Qualquer coisa que envolva comida e peso precisa ser abordada com muito cuidado e delicadeza!

Feliz dia das crianças!!! E que possamos resgatar nossos sinais de fome, saciedade, a curiosidade e leveza para comer, assim como era quando pequenos!

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